Cansei de ser triste
Como passarinho preso na gaiola vivendo de alpiste
Cansei da cidade
Já não tem nenhum valor o meu diploma, minha faculdade
Cansei de fugir
Do caos, da violência e da opressão que querem me sucumbir
Cansei de tantos trastes
Quero leveza, quero fugir dos muros e das grades
Cansei da superfície
Quero a profundidade de um mergulho que encontra a planície
Cansei da solidão
Quero estar só, mas vivendo em seu coração
Cansei de maquiagem
Quero a essência feito o céu numa estiagem
Cansei da informática
Agora busco a leveza de uma bailarina performática
Eu já me cansei desses versos tristes
Eu já nem sei se ainda existem hippies
E "eu ainda sou bem moço pra tanta tristeza"
Mas perdi a esperança sentado à mesa
Esperando pela refeição que nunca vem
Como quem vai à missa só pelo amém
Como quem ama a lembrança
De um dia ter vivido uma quase esperança
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
sábado, 19 de fevereiro de 2011
Tristeza
Tristeza são seus olhos me dando adeus
Tristeza é seguir em frente sem ter Deus
Tristeza é uma panela cheia de solidão
Alimentando de fome a alegria e a paixão
Tristeza são seus lábios longe de mim
Tristeza é se apaixonar por uma garrafa de gim
Tristeza é ter uma gaita e não saber tocar
Tristeza é fazer música só pra te olvidar
Tristeza é a gentileza da sua rejeição
Tristeza é a instabilidade dessa conexão
Tristeza é abrir portas que dão pro mesmo lugar
Tristeza é uma canção bonita que eu nunca sei tocar
Tristeza é sonhar e acordar sem você
Tristeza é o sono do insone a sofrer
Tristeza é o sorriso do palhaço sob a lona
Tristeza são as touradas intragáveis de Pamplona
Tristeza é sua lembrança torturando meu coração
Tristeza é errar a bola e cair sentado no chão
Tristeza é compor músicas e nunca cantar no tom
Tristeza é a marca na minha roupa do seu batom
Que nunca existiu
Tristeza é seguir em frente sem ter Deus
Tristeza é uma panela cheia de solidão
Alimentando de fome a alegria e a paixão
Tristeza são seus lábios longe de mim
Tristeza é se apaixonar por uma garrafa de gim
Tristeza é ter uma gaita e não saber tocar
Tristeza é fazer música só pra te olvidar
Tristeza é a gentileza da sua rejeição
Tristeza é a instabilidade dessa conexão
Tristeza é abrir portas que dão pro mesmo lugar
Tristeza é uma canção bonita que eu nunca sei tocar
Tristeza é sonhar e acordar sem você
Tristeza é o sono do insone a sofrer
Tristeza é o sorriso do palhaço sob a lona
Tristeza são as touradas intragáveis de Pamplona
Tristeza é sua lembrança torturando meu coração
Tristeza é errar a bola e cair sentado no chão
Tristeza é compor músicas e nunca cantar no tom
Tristeza é a marca na minha roupa do seu batom
Que nunca existiu
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Sobre o amor e sua perdição
Solfejo um trecho da canção que um dia eu lhe escrevi
Com amor, como flor de primavera que se abre no jardim
Na loucura ainda tenho seu coração
Na perfeita insanidade de uma legião
De sentimentos almejando o calor
E o colo macio do seu amor
Ter seu rosto outra vez em minha visão
Passear segurando a sua mão
Olhar nos seus olhos e sentir a paz
Desejo seu beijo na chuva ou no vagão de um trem
Encosto meus lábios em sua nuca e sussuro "vem"
Me abraça e me diz com emoção
Sobre o amor e toda sua perdição
Da estrada nova e das pedras a enfrentar
Sobre nós dois subindo no altar
Ter seu rosto outra vez em minha visão
Sem jamais soltar a sua mão
Olhar nos seus olhos e sentir a paz
Um dia você me fez acreditar
Que eu poderia sorrir
E agora diz em se afastar
Para não me ferir
E o que poderia me ferir
Mais que a sua ausência?
A vida não é um souvenir
É caso de dependência
Um dia você me fez acreditar
Que eu poderia sorrir
E agora diz em se afastar
Para não me ferir
Para não me ferir
Para não me ferir?
Para não me ferir, preferia você aqui
Com amor, como flor de primavera que se abre no jardim
Na loucura ainda tenho seu coração
Na perfeita insanidade de uma legião
De sentimentos almejando o calor
E o colo macio do seu amor
Ter seu rosto outra vez em minha visão
Passear segurando a sua mão
Olhar nos seus olhos e sentir a paz
Desejo seu beijo na chuva ou no vagão de um trem
Encosto meus lábios em sua nuca e sussuro "vem"
Me abraça e me diz com emoção
Sobre o amor e toda sua perdição
Da estrada nova e das pedras a enfrentar
Sobre nós dois subindo no altar
Ter seu rosto outra vez em minha visão
Sem jamais soltar a sua mão
Olhar nos seus olhos e sentir a paz
Um dia você me fez acreditar
Que eu poderia sorrir
E agora diz em se afastar
Para não me ferir
E o que poderia me ferir
Mais que a sua ausência?
A vida não é um souvenir
É caso de dependência
Um dia você me fez acreditar
Que eu poderia sorrir
E agora diz em se afastar
Para não me ferir
Para não me ferir
Para não me ferir?
Para não me ferir, preferia você aqui
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Eu Não Sei Fazer Canção de Amor
Eu não sei fazer canção de amor
Sempre repito as mesmas palavras e as rimas
Sou tão pobre, minha linda
Que sequer lhe serviria
Meu coração em um plateau
Mas só meu coração é o esplendor
Que lhe faria ser a mulher mais rica
Que a Rainha da Turquia
Numa noite de quinta
Apreciando as bailarinas
Do Bolshoi de Moscou
Afável beleza humana que me invadiu de ardor
Foi a sua lembrança que veio e me abraçou
A noite, ao deitar na cama, fico acordado sonhando
Como seriam nossas vidas se você me dissesse "eu te amo"
Anjos perdidos do caminho
Queiram todos se reunir
Peço uma grande ajuda
Para fazê-la feliz
Cupidos perdidos no caminho
Queiram todos lhe atingir
Pois todo amor vale a pena
Até o meu por ti
Afável beleza humana que me invadiu de ardor
Foi a sua lembrança que veio e me abraçou
A noite, ao deitar na cama, fico acordado sonhando
Como seriam nossas vidas se você me dissesse "eu te amo"
Antes de partir faça o favor
Olhe nos meus olhos e sinta a minha tristeza
Por não ter sua beleza
Feito flor de framboesa
E antes que eu me esqueça
Eu te amo, minha princesa
E perdoe o meu rubor
Mas é que eu não sei fazer canção de amor
Sempre repito as mesmas palavras e as rimas
Sou tão pobre, minha linda
Que sequer lhe serviria
Meu coração em um plateau
Mas só meu coração é o esplendor
Que lhe faria ser a mulher mais rica
Que a Rainha da Turquia
Numa noite de quinta
Apreciando as bailarinas
Do Bolshoi de Moscou
Afável beleza humana que me invadiu de ardor
Foi a sua lembrança que veio e me abraçou
A noite, ao deitar na cama, fico acordado sonhando
Como seriam nossas vidas se você me dissesse "eu te amo"
Anjos perdidos do caminho
Queiram todos se reunir
Peço uma grande ajuda
Para fazê-la feliz
Cupidos perdidos no caminho
Queiram todos lhe atingir
Pois todo amor vale a pena
Até o meu por ti
Afável beleza humana que me invadiu de ardor
Foi a sua lembrança que veio e me abraçou
A noite, ao deitar na cama, fico acordado sonhando
Como seriam nossas vidas se você me dissesse "eu te amo"
Antes de partir faça o favor
Olhe nos meus olhos e sinta a minha tristeza
Por não ter sua beleza
Feito flor de framboesa
E antes que eu me esqueça
Eu te amo, minha princesa
E perdoe o meu rubor
Mas é que eu não sei fazer canção de amor
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Flor de Bem Me Quer
O fim pode ser hoje, pode ser amanhã
Continuo esperando pacientemente no divã
As bombas ainda caem e caem todas manhãs
E eu sigo sentado comendo minha maçã
Nada além do que penso é o que quero ter
Nada além do que eu mereço: o amor, eu e você
Sentados na varanda, anda, vem ver o sol se por
E a lua curiosa nascendo para ver o nosso ardor
Nem a vã filosofia poderia explicar
E mesmo que doe, eu não quero evitar
A loucura é divina e brilha, tira espinho da flor
Dançando feito bailarina ao som dos bandolins do Oswaldo
Somos crias do amor
Num jardim de flor
A minha quimera é flor de bem me quer
E o meu quem me dera: seja minha, mulher
E quando eu me sentir pouco, não me deixe no chão
Quando eu estiver louco, seja minha alucinação
Quando eu estiver longe, não me deixe na solidão
Quando vier a morte, que minha casa seja o seu coração
Deixe-me viver no seu coração
Continuo esperando pacientemente no divã
As bombas ainda caem e caem todas manhãs
E eu sigo sentado comendo minha maçã
Nada além do que penso é o que quero ter
Nada além do que eu mereço: o amor, eu e você
Sentados na varanda, anda, vem ver o sol se por
E a lua curiosa nascendo para ver o nosso ardor
Nem a vã filosofia poderia explicar
E mesmo que doe, eu não quero evitar
A loucura é divina e brilha, tira espinho da flor
Dançando feito bailarina ao som dos bandolins do Oswaldo
Somos crias do amor
Num jardim de flor
A minha quimera é flor de bem me quer
E o meu quem me dera: seja minha, mulher
E quando eu me sentir pouco, não me deixe no chão
Quando eu estiver louco, seja minha alucinação
Quando eu estiver longe, não me deixe na solidão
Quando vier a morte, que minha casa seja o seu coração
Deixe-me viver no seu coração
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